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Ando assim, escondida à vista de todos.

Sorrio, digo bom dia, boa tarde, bom natal, feliz ano novo. Digo obrigada, digo adeus, digo "sim, temos que combinar esse jantar", digo "sim, também tenho saudades tuas". Digo isso e muito mais. Mas calo tudo o resto. Calo o mais importante. Calo o medo e as tristezas. Tenho pudor em mostrar fraquezas, tristezas, lágrimas. 

Calo o medo e a tristeza para não os deixar engrandecer, para não os deixar tomar conta da minha vida. Recuso-me a ser vencida. Dou espaço à alegria, à esperança.

Tenho mix feelings em relação à invisibilidade. Faço um esforço consciente para passar despercebida, para não me deixar cair na tentação de me julgar mais do que qualquer outro (e isso tem sido um exercício de uma vida, acredita), mas às tantas dou por mim a tornar-me invisível, imaterial. E nessa altura tenho sempre dificuldade para respirar.

O ano está a acabar. Pela primeira vez não desejo o novo ano. Não quero que o tempo passe, não quero ver o que está lá à frente. Eu sei que não tenho hipótese de lutar contra o tempo. Mas posso fingir por um bocadinho que o tempo pode parar. Posso esconder-me. Só mais um bocadinho. Depois volto.

https://www.facebook.com/tavakultur/photos/a.10150143091848575.283603.202036668574/10154971088768575/?type=3&theater

 

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